sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Minha infancia !!!

Hoje lembrei-me de minha infancia , tão linda , tão cheia de vida , que jamais em toda a minha existencia irei esquecer.Ibiporanga situa-se no municipio de Iguaí , antigamente pertencia ao velho Poções centenario .
As primeiras casas alí construidas datam de 1927, os seus primeiros moradores , Teófilo Ribeiro dos Santos
José  Nunes , Felismino Deocleciano de Sousa , o turco Mamede , Altino Teixeira , Moiseis Guedes , Vicente José da Rocha , José Pedro Guedes , em seguida vieram , Valeriano José da Silva , José Maia Filho , Lidio Xavier dos Reis , Eufloteus Oliveira , Glicério Leal , Fulô Cambota , o velho Abilio de Sousa
Miguel Benedictes, Pedro Plinio de Sousa , Luiz Gomes Macêdo , Deraldo Amaral , Otaviano Tavares ,
Antonio do Carmo Amaral , José Fernandes schettine , Antonio Figueredo , José Luiz Teixeira , Patérson ,
José Milton Pinheiro , Filó pedreiro , Torquato Pedro de Jesus , mestre Feliciano , José Moreira , Arcelino Oliveira , e Diorato Ribeiro Costa .
O primeiro professor foi Mestre Feliciano , não foi do meu tempo , alí eu cheguei , aos dois meses de vida,
em 1933, alí fui batizado , meus padrinhos de batismo foram Miguel Benedictes , e D. Líbia Meira de Oliveira , A minha primeira professõra foi D. Flora de Sousa , fato curioso , todo dinheiro que me davam , na época duzentos réis , eu corria até a casa de seu Diorato e comprava um A B C  , de formas que quando fui para a escola , eu já tinha uma noção das letras , minha idade 4 anos , a escola era particular , portanto
paga pelos pais dos alunos , dado o meu tamanho e minha idade d. Flora não quis cobrar as mensalidades .
Em 1938 o sr. Valeriano ( vulgo sr. Passarinho )trouxe para Ibiporanga d. Maria Galvão (apelido d. Maroca) tambem particular , e alí fui matriculado com meu irmão Corinto Maia, Boa professora dentro das suas possibilidades , ensinava com o coração e a alma .
Ibiporanga era um povoado totalmente católico, de formas que quando o padre vizitava a região , isto 3 vezes por ano devido a paroquia ser muito grande . era uma festa , vinha gente de muitos lugares , era um acontecimento  de muito regozijo , o padre que morava em Poções pois alí era a séde da paróquia , fazia essas viagens a cavalo , distava da séde 60 km. com ele vinha o sacristão o arrieiro , o fotógrafo , e na bagagem vinha os mascates , os camelôs os jogadores , os golpistas , as mulheres de vida fácil , os brinquedos para as crianças , carrocel , joguinho da preá , vinha roletas , todo tipo de bugingangas alí se encontrava , os botequins erm enormes bares ambulantes .O padre era recebido com núsica , tinhámos o velho Gama sanfoneiro de mão cheia , que era uma orquestra completa , tocava três dias seguidos sem pestanejar , havia as boas vindas , que alguem da terra proferia palavras de carinho ao santo padre , como era chamado pelos fieis .
Numa dessas ocasiões fui eu o escolhido para saudar o padre , isto foi em Janeiro de 1940 , tinha  eu menos de 7 anos de idade , o discurso fora escrito por minha professora , dona Maroca , cujo teor ainda me lembro de uma frase (Nós que somos cordeirinhos de nosso pai celelestial viemos aquí dar as nossas boas vindas ao emissario de Cristo , e pedir-lhe as bençãos divinas )era isso mesmo e prosseguia naquela devoção de bom católico .
Desde criança já tinha as minhas reindivicações a fazer , e eu disse a professora que faria a saudação , mediante o pagamento cujo era  um carrinho de celulóide . ela se prontificou , más dei azar percorremos todas as barraquinhas , e não encontramos o tão sonho presente.
Como mencionei anteriormente , o fotógrafo era persona grata , e participava como um convidado especial das iguarias destinadas ao vigario , quando em serviço , ele muito compenetrado da sua profissão , armado da sua maquina fotográfica , sob um bonito tripé , um manto negro que cobria toda a máquina para evitar os raios solares , começava o seu trabalho.As revelações eram feitas em Poções , e seriam entregues depois , más o numerario ia com o profissional.
Era um velho conhecido de todos nos , Wilson Brito Figueiredo cujo apelido era Lú  retratista , tenho fotos suas tiradas á setenta anos ou mais , um verdadeiro artista.
Dado a demora das vizitas do sacerdote , quando era dia de missa , o movimento era intenso , mais de cem batizados , as vezes mais de cinquenta casamentos , consagrações , etc. o padre só celebrava a missa em
jejum , como tambem as pessôas que fossem confessar e comungar , só a fariam em completo jejum .
Crismas só eram ministradas pelo sr. bispo , que as vezes levariam mais de quatro anos para acontecer.
A diocese era em V. da Conquista , e muito grande a sua extensão , chamavam-se as santas missões.
Em 1940 se não me engano , no mês de Abril morre o sr. Valeriano( seu Passarinho ) e assim vai-se a nossa querida d. Maroca , ficamos sem escola , más o sr. Pedro Plinio  de Sousa (Pedrinho) trouxe da região de Acarací , d. Carmelita Gonsalves de Sousa (Lilita ) para substituir d. Maroca.
Quero aquí ressaltar a figura desse inisquicivel  sr.Passarinho , era um homem de uma fibra fora do comum ,
um entusiasta nato , merecedor das nossas homenagens , tudo que mais queria era ver o povo alegre , cantando , brincando , se divertindo , sem contudo esquecer as suas obrigações . um empreendedor que tinha uma visão de como viver com dignidade , e ao mesmo tempo desfrutar das coisas boas que Deus nos oferece . no campo do trabalho era um obstinado , criou em Ibiporanga o aproveitamento das fibras de carrapicho , para a confecção de tecidos , tinha o seu armazem de compras de pele e couro de animais ,
e o famoso pó de araroba para a industria química , de formas que não faltava o trabalho para quem quisesse trabalhar .No campo dos esportes , criou o jogo de bola das môças ,pois não havia o futebol feminino , organizou o futebol dos homens , o futebol das crianças , aos Domingos a criançada ficava alerta pois as brincadeiras eram super legais .
, corrida de saco , engole cordão , cobra cega , quebra pote , pau de sêbo , e ao término a destribuição de frutas .Ele criou a corrida de cavalos .
, a famosa tirada de argolinhas , era um arco todo coberto de flores no extremo da rua , no centro do arco uma argola com mais ou menos dez centimétros de diámetro , os participantes eram num total de doze pessoas em trajes especiaes , montados a cavalo , no outro extremo da rua , dava´se o sinal de partida e os cavaleiros com suas espadas como se fôra príncipes , partiam a toda velocidade com as espadas em punho
aquele que enfiasse a espada e arrancasse a argola seria o vencedôr .Quero ressaltar aquí o inisquicivel sr. Raimundo Néu seu colaborador.
Lembro-me da escola de d. Carmelita ( Lilita )prosseguindo na mesma linha de d. Maroca  , os ensinamentos , a ordem , a religiosidade ,todos pela manhã  ao chegar saudávamos a nossa mestra com o máximo respeito e cordialidade , em seguida rezávamos o Pai Nosso , cantãvamos o hino nacional e demais hinos seguindo a ordem das datas nacionais ,nossa mestra realizava um trabalho invejavel , nas épocas de
festejos nacional , havia peças de teatro , declamações de poesias , era tudo muito bem orquestrado ,
Numa dessas ocasiões , fui escalado para recitar uma poesia , ficava a meu criterio a escolha de quem iria
apresentar e escolhí de Olegario  Mariano o poema Meu Brasil .foi tudo muito lindo , fui ovacionado e muito aplaudido .
Lembro-me dos ciganos que frequentemente vizitavam a nossa vila , Eram varias turmas , cujos capitães aindo recordo os seus nomes , Benevides, homem valente , no seu comando tinha Bevenutes , Camilo ,  Bola , Ernesto , e outros . gostavam de festas e negociavam cavalos .Todos reverenciavam meu pai e o tratava por compadre ,eram tribos nómades diziam que eram da turquia , más ao final das contas fez parte da minha infancia .
lembro-me dos freguezes do meu pai que eram inúmeros , nos quatro cantos das cercanias do territorio ,
eram fregueses , ao mesmo tempo compadres , rememoro alguns : Renerio Moreira , Dionisio Moreira ,
Joaquim Moreira , Mariano Moreira , a familia Dias em pêso , Felipe Oliveira , José Mocó , os Caboclos ,
Evangelista , Vivaldo , Placedino , Marcolino , Pedro Muniz , Lilí Gama , Aureliano C. Neres , Silvano , D. Lira , Rufino , Manoel de Rufino , Agripino Vieira , a familia Cambiriba que deu o nome Ao riachão de Cambiriba , a familia Cuiuba composta por mais de vinte pessoas , a familia Baio , João Felix , a familia Norteiro , Adelaide Libarino , João Corró , Manoel Maria e filhos , João Rodrigues , Rogaciano (Rogô )
 Vitorino Leal , cuja familia muito numerosa , Clemente Cardoso ,
José do Carmo e filhos , Nicanor Oliveira ,Cirilo Leal , João Leal , José Leal, João de Hermano, João de Fulô ,( Pedro Cardozo , Roque Cardozo , Marcelino Cardozo , Vitorino Cardozo ,martiniano Cardozo ,estes eram parentes por parte meu pai ) ( Humbelino Rocha , Vicete ROCHA , Cándido Rocha ,Juvenal Rocha , Antonio de Analia , João Rocha , Benedito dos Santos , parentes da minha mãe ), Otaviano Tavares , Brauto , Vitorino Mota , Anterio inspetor , Lidio Xavier dos Rêis , Maria Batista , a familia Arcanjo , Víctor Marinho , Valú , Terto Marinho , Manoel Leal , Braz Leal, Pedro de Lino, Juvenal Rodrigues, Agnelo, Emiliano Mendes, Manoel Moreira, Antonio Machadeiro, João Moreira, Atanasio Gavião mais irmãos e cunhados, Dãozinho Dias, João de Léro, Irenio,José Fernandes, Galdino, e muitos outros .
Lembro-me das festas de S.João , a fogueira que meu pai fazia era gigantesca queimava quase o mês inteiro,com muita bebida e comida para todo mundo que vizitasse a nossa casa.Nas ruas o folguedo era um espetáculo a céu aberto ,homens mulheres e crianças pulando brincando ,soltando fógos ,e vizitando uns aos outros , nas suas respectivas casas,onde não faltava o famoso licôr de genipapo , de abacaxí e as apreciadas guloseimas da noite de fogueira ,do santo festeiro.
Lembro-me das noites enluaradas , das cantigas de roda , onde as môças
dançando em círculo cantavam lindas e memoráveis canções, como por exemplo a rosa vermelha, onde delicíavamos com a sua letra e musicalidade,era mais ou menos assim, a rosa vermelha é meu bem querer, a rosa vermelha e branca eu ei de amar até morrer,agora uma menina jogava um versinho de amôr ao seu namorado, certa vez fui contemplado com uma prenda dessa , cujo verso era o seguinte : letra A, letra adorada,letra D, Deus adorou ,letra D é do meu nome, letra J do meu amôr,fiquei uma féra e me retirei, tomei um porre danado,pois me esquecí que me chamava José, dado que meu apelido era Zeca ,no outro dia me encontrei casualmente com ela ainda amuado não quis conversa , foi quando ela me perguntou um pouco ofendida ,como é mesmo o seu nome rapaz? meio grosseiro lhe falei,esqueceu-se de que me chamo Zeca,ela soltou uma bela gargalhada ,e disse á pensei que fôsse José ,fiquei rubro de vergonha, e lhe pedí mil perdões pelo erro cometido
Nossa familia era composta de cinco pessôas meu pai sr. José Maia Filho , minha mãe d. Laurinda D. Rocha , Corinto Maia meu irmão mais velho , eu ,
dois irmãos gémeos Deusdete Maia e Deusdérite Maia , e a caçula Idalia Maia, vivíamos bem meu pai como já me referí era negociante , gosava de um bom conceito, tanto no campo comercial como no social, moravamos numa casa grande ,com um bom quintal que nos dava muito orgulho , media aproximadamente duas tarefas de área toda ela coberta de plantas das mais variadas espécies ,larangeiras, abacateiros,jaqueiras, mangueiras, bananeiras de todas as qualidades, cajueiros, coqueiros , limeiras, fruta de conde, pinhas, amoreiras, canelas , era um verdadeiro pomar, alem das ortaliças e das flores que minha mãe cultivava,era uma festa, aos Domingos a moçada se fazia presente , e nos divertíamos muito naquele pedaço do paraiso, com picnic namoricos e tudo que tínhamos direito.
Nas férias eu costumava ir para Ponto Chique, pois minha madrinha de batismo havia mudado para lá , e alí naquele céu pequeno preenchia mais a minha dôce vida, minha madrinha cujo, nome já mencionado era Líbia ,mas o seu apelido era Pequena , era uma santa, muito conceituada, e por seu intermedio me relacionei com a nata daquela vila,negociantes fazendeiros, dentre os quais destaco Artur Santana,José Quintela, Deraldo Couto,Venino, João das Virgens, Dodô Rodrigues ,Capitão Macêdo, Eleoterio, Tosinho Amaral, e muitos outros , naquela época era muito difundida a leitura de lvros de cordel, que chamávamos de romance, minha idade sete anos porem eu lia com claresa, e os amigos alí conseguidos gostavam de que eu lesse para eles , compravam dezenas deles para mim ler ,em frente a igrejinha de Santo Antonio o seu padroeiro punha um caixão de sabão (hoje não se usa mais)e era o meu palanque ,com uma condição os que eu fosse lendo seriam meus,como já me referí no inicio gostava de reendivicar os meus direitos ,dalí rumava para o Riachão do pau D'Alho para o meu gostoso banho,vidinha danada de boa, que hoje guardo com o maior carinho dentro do peito,reminiscencias de um passado feliz.
Naquela época o pôvo na sua maioria trabalhavam sim e muito, más a ambição era menos ,desfrutavam com prazer, com maior harmonia entre sí a vida que tinham . lembro-me das festas de casamento , onde reunia de uma maneira fraternal a sociedade em peso para prestigiar filhos ou filhos de seus amigos demonstrando naquele gesto a garantia e fortalecimento de uma amizade verdadeira, não havia imoralidades por menor que fosse tudo transcorria dentro da órdem e do maior respeito. lembro-me e com muito
amôr da fazenda de minha avó D. Edwirges mãe do meu pai pois não cheguei a conhecer o meu avô era outro cantinho de muito carinho , a séde ficava no alto da colina ladeada por dois rios o meu querido rio Gongogí e o rio do Macario, alí recebia o conforto a afeição de minha avó, de minha tia Otilia Maia, do meu tio Totonho,eram solteiros ,dedicados a minha avó ao extremo ,tinha o meu leite fresquinho pela manhã,a minha passoquinha de amendoim caseira, ou o meu chocolate em tabletes tambem caseiro ,pois minha avó alem da criação de gado ,cultivava tambem cana de açúcar para o fabrico de rapaduras,cafeeiros, cacaueiros,e demais produtos da lavoura.
Com o cacáu produzido na fazenda ela fabricava o saboroso chocolate em quadradinhos que era o meu predileto, em frente no encontro dos rios eu descia e me atirava nas águas desfrutando as delicias dum banho matinal,
minha
avó como sitei era viuva e por costume da terra festejava o S. Pedro santo das viuvas , armava fogueira ,e era época dos parentes vizita-la de Nova Canaã (ainda não era cidade )vinha tio Leovegildo Gonçalves Maia com seus filhos Antonio MAIA (tUTÚ) Jove Maia ,e demais parentes,a vizinhança
quase toda ela composta por filhas e genros todos fazendeiros,já que só tinha dois filhos homens, meu pai e tio Antonho solteiro , minhas tias eram Laura casada com tio Vitorino Cardoso,Amelia casada com tio Pedro Cardoso, Analia casada com tio Roque Cardoso,alí matavam boi ,porcos ,galinhas , perús, licôres em abundancia, era uma festança daquelas que nunca poderemos esquecer.
Margeando o rio Gongogí de uma e outra margem eram na sua maioria parentes,
pelo lado materno e paterno,alem desses citados ,vinha João de Hermano,
Era como já frizei um lugar pequeno
joão de Fulô, primos de minha mãe ,Candído Rocha , Vicente Rocha, Umbelino Rocha , João Rocha,irmãos de minha mãe, João de Analia , juvenal Rocha, Durvalina Rocha, Letiícia Rocha (essa casada tambem com um sobrinho de meu pai ,Antonio Cardoso Maia )todos sobrinhos de minha mãe ,havia mais irmãs de minha mãe porem moravam em outros lugares tia Diôla na região do alto Macario ,tia Lindaura casada com tio João Crisóstomo na região do Burí, tia Clarinda casada com tio Benedito dos Santos na região de banho de cuia,
alem da infinidade de demais prentes ,do meu pai e da minha mãe em outras localidades.
Lembro-me do dia 20 de Maio de 1947 de um eclipse total do sol tudo escureceu de repente, as galinhas subiram para o agasalho, os galos cantaram ,as estrelas reluziam no céu, o povo todo medroso pensavam que o mundo estava se acabando,eu corrí a socorrer uma familia seu Filó pedreiro d. Valéria e filhos com vela benta que minha mãe por ser muito católica tinha em casa. Nessa época perdí A minha avó paterna, já que os demais avós não cheguei a conhecer.Lemgro-me do primeiro avião a cruzar os céus da minha terra, era um Sábado, dia de feira, muita gente vendendo e comprando os seus produtos, quando de repente um barulho ensurdecedôr
os animais de montaria e de carga se agitaram quebraram os cabrestos e sairam em disparada pelas ruas ,o pôvo atônito sem saber o que estava acontecendo, quando aparece aquele gigante pássaro de metal,brilhando e refletindo os raios solares a coisa mais bela das que eu já presenciara.
Era como já frizei um lugar pequeno,más éramos muito felizes,guardo ainda os nomes dos meus colegas de infancia,Paulo da marceneira,Antonio de Filó Manoelzinho vaca gorda,Eiezer Ribeiro,Poló,Gerson de Pedrinho,Nita de Felismino,Miúdo de Elói,Ramiro de Orcicio,Braz de Duca,Corinto meu irmão,Tavino de Figueredo,Zequinha de Passarinho,Elezias de Camilo,Preto Colino,Nivaldo de Luiz,Moacir de Pedrinho,João de Felismino,Otavio Miolo,Ovidio da marceneira,Vavá de Manoel Maria,Jerónimo
seu irmão,Henrique de Rogô,João Apouso,Maroto,Antonio de João felix,Dêgo de Antonio tropeiro,Nenenzinho,Zé de Deraldo,Coisa de Dú,esses eram um pouco mais um pouco menos da minha idade.
Agora os rapazes,Passarinho de Orcicio,Antonhão do gringo,Agenor de Felismino,Zenildo e Carlos de Pedrinho,Jonas de Passarinho Baiano de Manoel Maria,Zé Coquí,Furtunato de Zé Pedro,Josias de Manoel Maria,Néro e Rosalvo de Elói,Milú Leal,Ioiô e Nonon de Zé Luiz,etc.
Lembro´me das bricadeiras de boi de osso,de cavalo de caco de têlha,de esconde esconde, de tonga tonguê,e outras tantas,das descidas íngremes para os rios tanto o Gongogí como o Cambiriba para tomar banho,onde uma certa vez quase eu ia morrendo afogado ,e fui salvo por Paulo da Marceneira,do riachinho da cancela onde buscávamos água num jumentinho com quatro carotes de vinte litros cada,das arapucas para a cata de passarinhos,da infinidade de pássaros de todas as côres e matises que criávamos em gaiolas,das brevidades feitas por d. Euflosina de Felismino,uma verdadeira guloseima,da minha primeira comunhão onde sabíamos todo o catecismo,e das peladas do nosso futebol.

Um comentário:

  1. Estou muito orgulhoso e gratificado por ler um pouco da história e origem da minha família paterna. Mim sinto como se tivesse vivido cada momento desse.
    Parabéns meu tio pela sua memória eterna e muito obrigado por ter me dado a oportunidade de ler e conhecer um pouco dos meus antecedentes.

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