Tudo acertado, Antonio me propõe que se eu preferisse ele me daria o dinheiro para o meu retorno a S.Paulo, porem se eu quisesse ir com ele havia um corte de árvores em Jaguapitã próximo a Guaraci no Paraná que dava para se ganhar um dinheirinho ,aceitei e assim depois de um mês consegui o dinheiro e retornei a S.Paulo onde me empreguei numa fábrica de tacos, como pichador ganhando regularmente as vezes tirava até três salários por mês, matriculei-me na escola Almirante Saldanha, levava uma vidinha mais ou menos, quase final de ano 1952, morava em S.Miguel Paulista próximo a alfaiataria de Armando Medeiros, da minha Iguaí local de encontro de nós baianos, onde também havia um estabelecimento empório Menezes, e ali passei a conhecer Alvaro um cabo eleitoral da anunciada candidatura do dr. Jânio Quadros a prefeitura, fizemos amizade e ele me convidou a tomar parte na campanha , aceitei porem aos Domingos quando tinha folga, Assim me foi enviado tempos depois um caminhão com faixas de saudação aos senhores Jânio Quadros e seu vice Porfírio da Paz, feitas pela comunidade da vila Nitro operária que estava ao meu comando, para assistirmos aos lançamentos das referidas candidaturas, na rua Augusta onde se dava o evento, foi aí que conheci pessoalmente meus candidatos, os quais saíram vencedores com os seus sanduíches de mortadela e as suas vassourinhas mágicas. 1953 não foi bom para mim fui despedido do emprego abandonei os meus estudos, fui morar com um irmão em Vila Gustavo, más não deu certo,resolvi então vir para a Bahia e assim o fiz chegando a Ibiporanga em Janeiro de 1954.
Iguaí havia se emancipado politicamente, e foi quando tomei parte ativa na campanha pro eleição já mencionada em outros textos a favor do sr. Manoel Martins de Sousa, mais uma vez a sorte fugia de mim, casei-me em 1956 e o restante dos relatos já se encontram nos textos anteriores.
segunda-feira, 4 de março de 2013
domingo, 3 de março de 2013
Lugar pequeno longe das grandes cidades, onde a dificuldade de ampliar os nossos conhecimentos, era a bem da verdade um problema quare sem solução para a época, foi assim que iniciei a minha adolescência, o pouco saber que havia adquerido já se igualara as minhas mestras. Entretanto brotava em mim aquela vontade de descobrir coisas novas, más me via impossibilitado pela falta de quem me estimulasse, como me referi o lugar era distante dos grandes centros e o seu povo se dava por satisfeito com o pouco que conseguia aprender, muito jovem ainda inquieto por natureza, procurava qualquer coisa para preencher o vazio que estava dentro de mim, aprendi a jogar Damas muito em voga naquele tempo, tornei-me campeão e assim fiquei sem parceiros ninguém mais queria jogar comigo, nossos bate papos era na selaria do sr. Ivo Pinto,o qual havia vindo de mudança para Ibiporanga com seus dois irmãos Donino e Louro, onde contavam-se a família do sr. Jeronimo Costa, o sr. Andrade com seus filhos Gilton, Gutemberg e a senhorita Dete, também dois alfaiates cujos nomes João Branco e Caboclo este ultimo meu professor de Damas, ali na selaria aprendi contar piadas ,beber cachaça, fumar, e tudo o mais que me seduzira e achava bonito faze-la, um preenchimento daquela lacuna que me perseguia,em seguida comecei a fazer farras com ciganos, frequentando bailes na roça, ainda me lembro na fazenda do sr. Zé Luiz Teixeira aos Domingos meninas dali como também ciganas e dançávamos que era uma beleza. Nesse ínterim resolvi me estabelecer com uma vendinha, aluguei um ponto em mãos do sr. Antonio Amaral e a mercadoria me fora doada por meu pai sr. José Maia Filho, infelizmente não prosperei devido estar bebendo demais e assim perdia o controle de tudo. Meu irmão Corinto Maia que também negociava mudara-se para Itagi e dias depois me levou para lá, para ajuda-lo no seu comercio, ali conheci outras pessoas e fundamos uma sociedade de jovens cujo nome era Quadra de Ouro composta da mais fina flor da terra, cujos componentes Helio Vaz Cedro, Edival Araujo, Nilton Vaz, Gentil Cedro, Edivaldo Oliveira, e outros mais incluindo o meu irmão Corinto, aí em nossas reuniões passamos a fazer oposição ao padre Otacílio José da Costa pároco do lugar e político, ( aquele que iniciara o sr. Lomanto Júnior na política como candidato a vereador por Jequié,na época Itagi pertencia a esta cidade, assim Lomanto fez carreira, foi prefeito ,Governador da Bahia,e assim por diante, ) Nossas brigas com o padre nos deixava mal vistos com muita gente em virtude da religião católica que era soberana,. Mas acho que razões não nos faltava, pois quase todo os lugares do estado rezava-se o mês de de Maio todo ele dedicado a Maria mãe do Salvador ,cada dia eram patrocinadores uma família ,um grupo de pessoas, ficando o dia 31 para rapazes e moças, durante os trinta dias soltavam-se fogos, muitas flores musicas sacras enfim tudo muito bonito, porem no nosso dia o padre proibia queima de fogos nos tirando o prazer de festejarmos o nosso dia. O seu decreto buliu com com nossos brios o nosso presidente Helio Vaz convocou o grupo para discutir a situação e todas a uma só voz votamos pela queima de fogos, o que de fato foi feito, isto foi em 1951 tinha eu 18 anos acabara de completar,falava fluentemente, fazia discursos, e começou daí nossos comícios que fazíamos contra qualquer ato praticado pelo mesmo em desacordo com a sociedade. Entretanto não tive mais condições de continuar ali devido a bebida, retornei a Ibiporanga más a essa altura também ali não me era mais aconselhável permanecer, resolvi ir para S. Paulo, fomos um grupo de amigos eu, Artur Amaral, Bráulio Amaral, João de Lídio, Manoel Moreira,e mais gente chegando la em 26 de Novembro de 1951, fomos de pau de arara, nesse mesmo dia todos eles partiram para o Paraná e fiquei ali sozinho,más eu levava comigo o endereço de Lazinho Ribeiro,e fui para lá era uma pensão situada a rua Cachoeirinha 772 Belenznho ,Lazinho se encontrava meio adoentado e nada pode fazer por mim. Consegui um emprego de entregador de leite naquela época leite Vigor, grade de ferro com 12 litros de vidro, cuja entrega era em bares, padarias, etc. era pesado para mim dado o meu porte franzino com pouca força e mesmo a falta de costume, numa dessas entregas na rua Cavalheiro esquina com a Joaquim Nabuco bar Vitória cujos proprietários eram os srs. Pompílio e Daniel, os quais me convidaram a trabalhar com eles, aceitei sem sem mais delongas, cheguei a tarde na empresa Vigor pedi o meu afastamento nada me pagaram más não importei, comecei no outro dia no bar Vitória trabalhei vários meses onde conheci muita gente boa dentre eles o deputado Ataliba Nogueira, que gostava muito de mim,
Entretanto a tempos eu tinha uma vontade enorme de conhecer o estado do Paraná mesmo porque meus companheiros da Bahia estavam lá, eu não tinha endereço más eu sairia procurando talvez os encontrassem , dois conterrâneos meus de Iguaí, Antonio arrieiro e seu sobrinho José me convidaram e eu topei a viagem pedi as contas e viajamos compramos as passagens de trem até Ourinhos pediram para mim pagar que lá acertaríamos confiado paguei, só aí vim notar que ambos estavam me dando o golpe e eu caí igual um pato, más não havia outro jeito fomos viajando até Maringá por minha conta, naquela época eram duas Maringá velha e a nova até longe uma da outra, hoje transformou-se numa gigante cidade, aí me empreguei num bar e fiquei sozinho, Trabalhei alguns meses consegui juntar um dinheirinho, pedi as contas e novamente pé na estrada. Naqueles tempos as estradas eram de péssima qualidade, a terra vermelha transformava-se num lamaçal quando chovia e isso era constante, os ônibus chamavam-se de jardineiras, carros velhos que era só pó e lama, andei muito pelo estado e não localizei meus companheiros, me encontrei em Paranavaí areia demais não tinha calçamento, rodoviária nem pensar havia o ponto de jardineira com uma pequena cobertura e um banquinho de se sentar a espera do transporte, dinheiro eu não tinha estava ali a espera de qualquer coisa, nisso surgiu um convite para uma quebra de milho em Campos do Mourão, eu aceitei más sem saber o que era, para mim era colher milho na roça más não era para ser praticamente jagunço de algum fazendeiro que grilava terras naquelas bandas. Fiquei ali esperando, foi quando me apareceu um rapaz cujo nome Antonio um enviado de Deus,e puxa conversa comigo de onde eu era, o que fazia coisas assim, lhe falei toda a minha história, como chegara aquela situação sem dinheiro e sem nada de valor, perguntou-me se tinha fome respondi afirmativamente, ele me conduziu até o hotel Florestal todo construído de madeira, ele era hospede dali e ordenou que me desse comida, perguntou-me se tinha algo que pudesse vender, lhe falei que tinha um relógio porem de valor pequeno, ele pegou o mesmo limpou direitinho e conseguiu um bom dinheiro, fez boa venda, me trouxe o dinheiro eu pedi a ele descontar o meu débito o que não aceitou, despedi dele abraçando-o e muito lhe agradecendo e rumando de volta para Londrina,
Entretanto a tempos eu tinha uma vontade enorme de conhecer o estado do Paraná mesmo porque meus companheiros da Bahia estavam lá, eu não tinha endereço más eu sairia procurando talvez os encontrassem , dois conterrâneos meus de Iguaí, Antonio arrieiro e seu sobrinho José me convidaram e eu topei a viagem pedi as contas e viajamos compramos as passagens de trem até Ourinhos pediram para mim pagar que lá acertaríamos confiado paguei, só aí vim notar que ambos estavam me dando o golpe e eu caí igual um pato, más não havia outro jeito fomos viajando até Maringá por minha conta, naquela época eram duas Maringá velha e a nova até longe uma da outra, hoje transformou-se numa gigante cidade, aí me empreguei num bar e fiquei sozinho, Trabalhei alguns meses consegui juntar um dinheirinho, pedi as contas e novamente pé na estrada. Naqueles tempos as estradas eram de péssima qualidade, a terra vermelha transformava-se num lamaçal quando chovia e isso era constante, os ônibus chamavam-se de jardineiras, carros velhos que era só pó e lama, andei muito pelo estado e não localizei meus companheiros, me encontrei em Paranavaí areia demais não tinha calçamento, rodoviária nem pensar havia o ponto de jardineira com uma pequena cobertura e um banquinho de se sentar a espera do transporte, dinheiro eu não tinha estava ali a espera de qualquer coisa, nisso surgiu um convite para uma quebra de milho em Campos do Mourão, eu aceitei más sem saber o que era, para mim era colher milho na roça más não era para ser praticamente jagunço de algum fazendeiro que grilava terras naquelas bandas. Fiquei ali esperando, foi quando me apareceu um rapaz cujo nome Antonio um enviado de Deus,e puxa conversa comigo de onde eu era, o que fazia coisas assim, lhe falei toda a minha história, como chegara aquela situação sem dinheiro e sem nada de valor, perguntou-me se tinha fome respondi afirmativamente, ele me conduziu até o hotel Florestal todo construído de madeira, ele era hospede dali e ordenou que me desse comida, perguntou-me se tinha algo que pudesse vender, lhe falei que tinha um relógio porem de valor pequeno, ele pegou o mesmo limpou direitinho e conseguiu um bom dinheiro, fez boa venda, me trouxe o dinheiro eu pedi a ele descontar o meu débito o que não aceitou, despedi dele abraçando-o e muito lhe agradecendo e rumando de volta para Londrina,
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